02 de julho de 2021
Carta Mensal Hashdex - Junho 2021

A Carta Mensal da Hashdex desse mês traz como principais notícias:

  • Tema do mês- O consumo energético do Bitcoin: opinião disfarçada de objetividade
  • El Salvador oficializa o Bitcoin como moeda

  • Junho: nova queda, velhos motivos

 

Boa leitura!

FUNDOS DE INVESTIMENTOS HASHDEX

 

Confira a performance dos fundos da Hashdex e seus materiais de divulgação.

PERFORMANCE DO NCI (USD) YTD 44,9%

PERFORMANCE DO NCI EM JUNHO -9,6%

 

JUNHO: NOVA QUEDA, VELHOS MOTIVOS

Após a forte desvalorização ocorrida em maio, junho voltou a apresentar quedas no mercado de criptoativos, com muita volatilidade causada, principalmente, pelos mesmos vetores predominantes no mês anterior: tweets de Elon Musk e restrições na China.

O mês começou com uma tímida recuperação, com o NCI subindo pouco mais de 6% nos três primeiros dias. Nos cinco dias seguintes, porém, uma primeira queda alimentada por um tweet de Musk indicando um término de seu relacionamento com o Bitcoin e pela crescente pressão do Governo Chinês sobre os mineradores. Outro fator apontado como tendo influência nesse movimento foram os temores de que o FED poderia mudar sua atuação em resposta às pressões inflacionárias. No dia 8, a queda no mês era superior a 9%.

Nos dias seguintes, apesar do desligamento dos mineradores na província chinesa de Qinghai, a queda foi parcialmente revertida e, no dia 14, um novo tweet de Elon Musk, afirmando que a Tesla vendeu apenas cerca de 10% dos seus Bitcoins e que ela pode voltar a aceitá-los na compra de veículos deu novo impulso ao mercado, levando o NCI novamente para um retorno no mês superior aos 6% e o Bitcoin para até 40 mil dólares.

O alívio durou pouco. No dia 16, o desligamento dos mineradores na província de Sichuan foi o estopim para uma forte queda que, nos dez dias seguintes, levou o NCI a acumular uma perda de 20% no mês e o Bitcoin a ser negociado abaixo dos 30 mil dólares.

Aqui vale uma pausa para explicar como o desligamento de mineradores impacta o funcionamento da rede do Bitcoin. Uma consequência muito direta é a redução no número de blocos minerados e, consequentemente, de transações realizadas. Isso significa que, em média, as transações demoram mais tempo para serem validadas. A competição para entrar mais rápido nos blocos validados pode elevar a taxa média paga nas transações. Um efeito de segunda ordem é a redução do nível de segurança da rede, uma vez que, com menos capacidade computacional sendo usada na mineração, torna-se mais barato para um agente mal intencionado atacar. Quanto a isso, os bons agentes podem se proteger confirmando suas transações após alguns blocos subsequentes serem validados, o que também torna a operação na rede mais lenta.

A redução no número de blocos minerados é transitória por algumas razões. Primeiramente, a cada 2016 blocos minerados (cerca de duas semanas), a rede ajusta automaticamente a dificuldade de mineração buscando aproximar-se da meta de um bloco minerado a cada dez minutos. Portanto, com tudo mais constante, a taxa de blocos minerados voltaria ao normal em breve. Além disso, o desligamento de uma fração dos mineradores aumenta a receita dos que continuam operando, criando incentivo para que eles aumentem seu esforço de mineração e, até mesmo, para a entrada de novos mineradores. Isso tende a elevar o poder computacional aplicado na mineração e a segurança da rede. Em particular, no caso dos mineradores chineses, já está sendo reportado o envio dos equipamentos de mineração para outros países. No que tange à segurança, também não há motivos para maiores alardes, uma vez que o nível de poder computacional médio observado nos últimos dez dias de junho (após os desligamentos) é similar ao observado no quarto trimestre de 2019 e maior do que qualquer período anterior, e jamais houve um ataque bem sucedido à rede. Ela segue segura.

De volta aos acontecimentos de junho, após o pânico, os cinco dias finais foram de uma recuperação, ainda que claudicante. O NCI fechou o mês com queda de 9,6%. Os dois ativos que menos caíram foram o Bitcoin (-5,2%) e o Ethereum (-14,9%). O mês teve dois ativos estreantes, o Filecoin, que teve a terceira menor queda (-16,1%), e o Uniswap, que teve a segunda pior performance (-33,2%), ficando à frente, somente, do Chainlink (-36,7%). Nossos fundos locais tiveram, ainda, o impacto negativo da desvalorização do Dólar frente ao Real, de 4,8%.

 

NOTÍCIAS RELEVANTES: 

 

ANDRESSEN HOROWITZ CAPTA US$ 2,2 BILHÕES EM NOVO FUNDO DE CRIPTO

No dia 24 de junho, a gestora de Venture Capital Andreessen Horowitz, também conhecida como a16z, anunciou a captação de 2,2 bilhões de dólares para o seu novo fundo de investimentos ligado a criptoativos. No comunicado, a gestora reiterou a sua crença na tecnologia a despeito das oscilações do mercado e reforçou seu desejo de apoiar os empreendedores do segmento a desenvolvê-lo. Além disso, divulgou a contratação de novos nomes de peso, incluindo o ex-diretor da SEC Bill Hinman.

O fundo é o terceiro com foco em criptoativos lançado pela gestora sediada na Califórnia. Para o primeiro, lançado em junho de 2018, pouco depois do estouro da bolha, foram levantados 300 milhões de dólares. Já o segundo, que captou 515 milhões de dólares, foi iniciado em abril de 2020, conforme mostramos, na ocasião, em nossa Carta Mensal. O investimento de maior destaque da gestora no segmento de criptoativos foi na exchange Coinbase, listada na Nasdaq em abril de 2021.

Uma captação dessa magnitude demonstra que a retração nos preços observada desde abril não diminuiu o apetite do mercado por investimentos em cripto. Em particular, os investidores típicos de produtos como os da a16z miram o longo prazo e não parecem preocupados com as flutuações conjunturais como a que o mercado vem atravessando. A Hashdex sempre preconizou um investimento em criptoativos para horizonte de investimentos mais alongados e, evidentemente, em uma parcela do portfólio compatível com o perfil de risco do investidor.

 

 

EL SALVADOR OFICIALIZA O BITCOIN COMO MOEDA

No dia 8 de junho, a Assembléia Legislativa de El Salvador aprovou, com votos favoráveis de 62 dos 84 deputados, a chamada Lei do Bitcoin, que instituiu, a partir do dia 7 de setembro, o curso forçado da criptomoeda no país. Assim, El Salvador tornou-se o primeiro país do mundo a ter o Bitcoin entre suas moedas oficiais.

 

Desde 2001, El Salvador adotou o Dólar dos Estados Unidos como sua única moeda oficial. A chamada Lei do Bitcoin é extremamente enxuta, com apenas dez artigos bastante gerais, estabelecendo, entre outras coisas:

  • o curso forçado e irrestrito do Bitcoin;

  • o câmbio flutuante livre entre o Dólar e o Bitcoin;

  • a possibilidade de preços denominados em Bitcoin;

  • a incidência de impostos sobre transações e ganhos de capital em Bitcoin equiparados aos do Dólar;

  • a obrigatoriedade da aceitação de Bitcoin na compra de bens e serviços;

  • a obrigação do Estado de prover mecanismos de conversão automática entre as moedas.

Para além da simbologia de um país adotando o Bitcoin como moeda com curso legal, o caso de El Salvador possui diversos aspectos relevantes.

 

Por mais que o anúncio tenha sido uma surpresa para muitos, desde 2019, há um experimento em curso no pequeno vilarejo El Zonte. O Bitcoin foi introduzido na economia local através de uma doação anônima equivalente a 100 mil dólares e, desde então, as transações por lá são, majoritariamente, denominadas e liquidadas no criptoativo. O lugar passou a ser conhecido como Bitcoin Beach.

 

Além do sucesso do experimento em El Zonte, existem diversas razões que levaram o presidente Nayib Bukele a propor a Lei do Bitcoin. Um dos principais, segundo o próprio, é a inclusão financeira, uma vez que mais de 70% da população do país não tem acesso a serviços bancários. Outra questão é baratear as remessas de dinheiro de salvadorenhos residentes no exterior para seus parentes no país (em 2006 o valor dessas remessas foi equivalente a 16,2% do PIB). Podemos citar também a grande expansão monetária recente nos EUA que coloca El Salvador numa situação assimétrica, pois não tem o bônus do consequente aquecimento econômico, mas pode vir a sobre o ônus da inflação do Dólar. A ferramenta que permite os pagamentos em Bitcoin é uma parceria entre o governo e a empresa Strike, que opera sobre a Lighting Network.

 

El Salvador está realizando um experimento sem precedentes que pode servir de exemplo para diversas outras nações que enfrentam problemas semelhantes. É particularmente interessante o fato de um Estado adotar o Bitcoin como mecanismo de inclusão financeira e como forma de reduzir sua dependência monetária, abraçando os princípios de liberdade, descentralização e transparência característicos dessa tecnologia. E é provável que as inovações não parem por aí. O presidente já anunciou a intenção de usar a energia geotérmica dos vulcões para geração de energia limpa para mineração de Bitcoin e também levantou a possibilidade de parte das reservas internacionais do país virem a ser alocadas no criptoativo. Os desdobramentos dessas políticas serão acompanhados com muito interesse pela comunidade de criptoativos ao redor do mundo.

 

 

Tema do mês

O consumo energético do Bitcoin: opinião disfarçada de objetividade

No dia 12 de maio o CEO da Tesla, Elon Musk, tuitou para o mundo que sua empresa suspendera a compra de carros com Bitcoins, sugerindo que a mais famosa das criptomoedas impõe um "grande custo ao meio-ambiente". O anúncio de Musk não só desencadeou uma acentuada queda nos preços dos criptoativos, como também trouxe para o centro das atenções o antigo e vigoroso debate, entre apoiadores e detratores do Bitcoin, a respeito do real impacto dessa tecnologia no meio-ambiente.

Por trás de um grande volume de exposições e argumentações "objetivas" de ambos os lados sobre o real consumo de eletricidade do bitcoin, sobre o mix de fontes energéticas e afins, há um outro debate. Esse, mais importante ao nosso ver, tem uma natureza mais normativa e diz respeito ao mérito social que uma tecnologia como o Bitcoin realmente possui. A existência de um sistema de pagamentos global, não-soberano e não-permissionado, e de uma reserva de valor puramente digital trará benefícios à sociedade?

Não surpreendentemente, nossa opinião na Hashdex é de que sim, redes como a do Bitcoin e as de tantas outras tecnologias de registro distribuído trarão um benefício enorme às comunidades mundo afora. No entanto, entendemos e aceitamos que outros possam ter uma posição diferente da nossa. E adoramos debater o assunto! Infelizmente, com muita frequência os opositores de cripto costumam formar opiniões sem a devida dedicação ao tema. Comumente, se agarram a concepções equivocadas, e tentam reduzir o interessante juízo de valor de cripto a argumentações objetivas que são incompletas e falhas. A concepção equivocada do momento é a que diz respeito ao consumo energético do Bitcoin e ao seu impacto no meio-ambiente.

 

Não, o Bitcoin não demandaria 14x a eletricidade total do mundo para processar 1 bilhão de transações por dia!

A rede do Bitcoin oferece liquidação de transações com alta confiabilidade de execução e com velocidade. Em outras palavras, as partes para uma transação na rede confiam que as transferências serão absolutamente finais num curto período de tempo. Essa propriedade da rede a torna ideal para transações de altíssimo valor - transações de bilhões de dólares são bastante comuns. Tente isso na rede da Visa ou Mastercard!

O Bitcoin é muito mais análogo ao Fedwire, o sistema eletrônico de liquidações para instituições financeiras do banco central americano, do que a uma rede de cartões de crédito. O Bitcoin suporta atualmente 350 mil transações por dia, um número não muito distante das aproximadamente 800 mil transações do Fedwire. Assim como o Fedwire e outros sistemas de liquidação de atacado, a rede do Bitcoin serve como uma ótima base para a construção de outras redes de pagamento. E a comunidade já está trabalhando nessas outras camadas.

As numerosas exchanges de cripto são um exemplo. A Lightning Network, ainda em desenvolvimento, visa poder liquidar milhões de pagamentos e uma única transação de Bitcoin. O universo de possibilidades é amplo: soluções off-chain (Coinbase), near-chain (Lightining) e sidechains (Liquid) estão em pleno uso ou sendo exploradas. Como no caso da Visa ou do PIX, estas camadas possuem características diferentes das da camada base. Possuem tradeoffs diferentes. Mas juntas, poderão formar um ecossistema, suportado pelo Bitcoin, que escale para consumidores e instituições mundo afora, livres das projeções catastróficas daqueles que escolhem não se informar.

 

E quanto ao alto consumo de energia? "It's the greenhouse gases, stupid!"

É inegável que a rede do Bitcoin possui um alto consumo de energia. Dependendo do momento e da fonte realizando as estimativas, sabe-se que o Bitcoin pode consumir tanta energia quanto países como a Argentina e a Ucrânia. Qualquer coisa que gaste o equivalente do consumo energético de um país inteiro inevitavelmente ganha atenção. E deveria!

 

No entanto, um julgamento sobre a viabilidade do Bitcoin a partir da pura comparação de seu consumo elétrico com outras referências arbitrárias, é raso e pobre para o debate. Qual nível de consumo energético seria aceitável para o Bitcoin? Do lado dos apoiadores da criptomoeda, há os que argumentam que apesar de alto, o consumo energético do Bitcoin é significativamente menor que o consumo do sistema financeiro legado ou que o consumo advindo da mineração de ouro. Ainda assim, são comparações arbitrárias que na verdade tentam mascarar um juízo de valor atrás de uma exposição factual. O que é mais importante para o mundo? Minerar ouro ou a rede do Bitcoin? Bitcoin ou vídeo-games (nos EUA os dois possuem consumo quase igual)? Obviamente, é uma questão de opinião.

 

Ao nosso ver, bem mais produtivo que o jogo de super-trunfo entre o consumo energético do Bitcoin, da Ucrânia ou da iluminação de natal todo mês de dezembro, é a análise sobre o real impacto que o Bitcoin possui na emissão de gases do efeito estufa. E nesse aspecto, o Bitcoin, apesar de ser sim parte relevante do problema, conta com ideias e iniciativas muito promissoras.

 

Primeiramente, vale expor qual a real pegada de carbono advinda do Bitcoin. Há diferentes estimativas para a porção de mineração de bitcoin alimentada por fontes renováveis. De acordo com relatório do Cambridge Center for Alternative Finance (CCAF), em 2019 39% da energia consumida pelo Bitcoin veio de fontes renováveis, comparado a 28% em 2018. A trajetória é animadora, mas dada a magnitude da questão climática em nosso planeta, o Bitcoin, assim como todos os outros setores da economia global, precisa fazer mais. Felizmente a promessa do Bitcoin é enorme.

A mineração de Bitcoin depende somente do acesso à energia elétrica e à internet. Ou seja, a atividade de mineração de Bitcoin é altamente móvel. Ademais, a mineração não está sujeita ao conhecido problema da sazonalidade diária da demanda por energia com o qual todos os operadores nacionais de eletricidade precisam lidar. Essas características abrem inúmeras possibilidades para fazer o Bitcoin deixar de ser parte do problema e virar parte da solução.

Nos EUA há geradoras elétricas minerando Bitcoins em suas próprias usinas em horários fora de pico, ajudando a viabilizar investimentos muito necessários em transmissão e distribuição de energia.

Em campos de exploração de petróleo, um velho problema é o tratamento do metano que escapa dos poços no processo de extração da commodity. O metano é consideravelmente pior do que o dióxido de carbono para o meio-ambiente. Empresas como a Upstream Data permitem a utilização desse metano para minerar Bitcoins e consequentemente gerar receita adicional e reduzir a poluição.

De forma ainda mais impactante, há participantes da comunidade crypto pesquisando alternativas ainda mais ambiciosas de se usar o Bitcoin para promover o uso generalizado de energia limpa. Em abril deste ano a empresa de pagamentos Square e a gestora Ark Invest publicaram um artigo propondo o Bitcoin como um viabilizador da aceleração da transição energética para fontes renováveis. No trabalho, os pesquisadores argumentam que energia solar e eólica já são as fontes menos caras de eletricidade. Visto que a mineração de Bitcoin é perfeitamente móvel e flexível em termos de horário, empresas e consumidores poderiam aliar mineradores localizados e armazenamento de energia (baterias) para sanar o problema de intermitência e de descompasso com a carga consumidora que são inerentes a estas fontes limpas. Os frutos da mineração de Bitcoin facilitariam o investimento necessário em capital para tal transição, com implicações muito positivas para o meio-ambiente no longo prazo.

 

Mas se o futuro do Bitcoin é tão promissor, por que o Elon Musk mudou de opinião?

O "cavalo-de-pau" de Elon Musk no tema surpreendeu muito a comunidade cripto. Em fevereiro deste ano, sua empresa, Tesla, havia dado um dos maiores testamentos de confiança à criptomoeda, ao alocar U$ 1,5 bilhões de sua tesouraria em Bitcoins. A posição de Musk no debate sobre o mérito social de um sistema de pagamentos global, não-soberano e não-permissionado, e de uma reserva de valor puramente digital não podia estar mais clara.

Além disso, se é verdade que as controvérsias ao redor do impacto ambiental do Bitcoin possuem justificativa, também é verdade que estas controvérsias já são antigas e certamente eram de conhecimento do CEO da Tesla há tempos. Inclusive, apenas algumas semanas antes do tweet que abalou o mercado de criptoativos, Musk havia declarado de forma inequívoca que acreditava, assim como o CEO da Square, Jack Dorsey, que "o Bitcoin incentiva energia renovável". 

O que realmente passa pela mente do bilionário americano é uma incógnita. Cathie Wood, fundadora da Ark Invest, especulou que desde seu investimento em Bitcoin em fevereiro, Musk "recebeu algumas ligações de instituições", tais como a Blackrock, que além de ser uma das maiores acionistas da Tesla, é uma instituição especialmente engajada na questão climática.

Curiosamente, a mesma Cathie Wood acredita que o impacto de longo prazo das reviravoltas de Elon Musk será positivo. Querendo ou não, Musk carrega muita influência por todo o mundo. Se por um lado ele precipitou um forte movimento de correção de preços dos criptoativos, por outro lado, ele "encorajou muito mais conversas e muito mais pensamento crítico" sobre o tema, provavelmente acelerando as soluções. Faz sentido.

Mais importantemente, encorajamos nossos investidores a estudarem o assunto, podendo formar suas próprias opiniões. Lembrem-se que muitos dos que argumentam que o Bitcoin está fadado ao fracasso porque consome muita energia (ou porque facilita o crime, ou tantos outros mitos que ainda existem), provavelmente possuem um puro juízo de valor por trás dos argumentos que aparentam ser objetivos. Não há nada errado com opiniões, mas o debate fica muito mais produtivo quando todos concordam que é de natureza primariamente normativa.

 

Destaques da Hashdex: 

 

HASHDEX LANÇA FUNDO DE PREVIDÊNCIA COM A XP SEGUROS

A Hashdex lançou em parceria com a XP Seguros o primeiro Fundo de Previdência com investimento em criptoativos do Brasil. O Hashdex Criptoativos 40 XP Seguros Prev FIM CP investe em um fundo de gestão passiva no qual 40% de sua composição está atrelada ao índice de criptomoedas Nasdaq Crypto Index (NCI) e 60% são aplicados em títulos de renda fixa.

 

ASSISTA AO NOSSO CEO, MARCELO SAMPAIO NA VERDE WEEK

Marcelo Sampaio, participou de um painel na Verde Week, uma semana especial com lives diárias promovida pela Verde Asset Management. O painei foi ao ar no dia 30/06 e teve como tema central  os criptoativos.

 

PAINEL DA MIAMI BITCOIN CONFERENCE CONVIDA BRUNO CARATORI, COO DA HASHDEX, PARA PALESTRAR

A Bitcoin Conference, maior evento de bitcoin do mundo, reuniu 12.000 pessoas. A edição desse ano aconteceu pela primeira vez na cidade de Miami e teve importantes palestrantes como Jack Dorsey e Michael Saylor. Para representar a Hashdex, nosso COO, Bruno Caratori, participou de um painel ao lado de Paulo Passoni e Shu Nyatta, do Softabank e Matias Dajcz, da Ripio, cujo tema foi o ecossistema de bitcoin na América Latina.