02 de março de 2021
Carta Mensal- Fevereiro 2021

Caros investidores, 

A Carta Mensal da Hashdex desse mês traz como principais notícias:

  • Tema do mês: A mudança do HDAI para o NCI
  • Ray Dalio muda de tom a respeito do bitcoin
  • Hashdex lança primeiro ETF de cripto do mundo

 

Boa leitura!

FUNDOS DE INVESTIMENTOS HASHDEX

 

Confira a performance dos fundos da Hashdex e seus materiais de divulgação.

PERFORMANCE DO NCI (USD) YTD 67,8%

PERFORMANCE DO NCI EM FEVEREIRO 32,3%

FEVEREIRO: NOVOS RECORDES E FORTE CORREÇÃO

 

Os criptoativos iniciaram o mês de fevereiro recuperando parte das perdas registradas no final do mês anterior. O Bitcoin abriu o mês ao redor dos US$ 33 mil, longe da máxima atingida em janeiro, além dos  US$ 40 mil. Ao longo da primeira semana, voltou a atingir tal patamar, recuando em seguida. Até que, no dia 8, veio a público a notícia da entrada da  Tesla em cripto, o que deu um forte impulso no preço que se estendeu pelas duas semanas seguintes. O Bitcoin chegou a ser negociado acima dos US$ 58 mil, enquanto o Ethereum superou a marca dos US$ 2 mil pela primeira vez. O NCI chegou a registar mais de 70% de alta no mês. No domingo, dia 21, porém, o movimento começou a perder força e houve uma forte correção de preços. O NCI perdeu cerca de 20% em relação à máxima atingida no mês e fechou com valorização de 32,3%, abaixo do Bitcoin, que rendeu 38,3%. No ano, o índice acumula alta de  67,8%.

 

A desvalorização do Real frente ao Dólar, de 2,4%, favoreceu os fundos locais vinculados ao NCI, que renderam entre 5,3% (Hashdex 20 NCI FIC FIM) e 23,4% (Hashdex 100 NCI FIM IE). A diferença de rentabilidade entre o fundo e do índice reflete somente uma diferença causada no momento da unificação do método de precificação utilizado em ambos.

 

TESLA, MELLON E MASTER CARD: IMPORTANTES NOMES ADEREM À CRIPTO

 

No último mês, três nomes de peso entraram no rol dos que publicamente aderiram ao criptoativos: Tesla Motors, BNY Mellon e MasterCard, nada menos que a montadora de veículos com maior valor de mercado, a instituição financeira com mais ativos sob custódia, com US$ 41 trilhões, e a segunda maior empresa de pagamentos eletrônicos do mundo.

 

A Tesla Motors, capitaneada pelo multibilionário Elon Musk, em um comunicado à SEC, que veio a  público no dia 08 de fevereiro, declarou ter adquirido US$ 1,5 bilhões em bitcoins que equivalem a cerca de 8% do caixa total da empresa, dentro de uma estratégia de tesouraria semelhante à adotada previamente pela Microstrategy e pela Square. Além disso, no mesmo documento, a empresa revelou planos de, em um futuro próximo, aceitar bitcoins como forma de pagamento. Tal fato é interessante por combinar tanto a tese de reserva de valor, atualmente predominante, com a de meio de pagamento, presente na origem da criptomoeda.

 

Já a BNY Mellon, um dos mais tradicionais nomes do mercado financeiro, revelou seus planos para, ainda esse ano, oferecer aos seus clientes serviços de custódia de criptoativos. O interesse do banco é sinal de que existe demanda para esse tipo de serviço integrado à conta bancária. Para tal, a BNY Mellon declarou estar estudando parcerias com empresas especializadas em custódia. De acordo com declarações de executivos do banco, a custódia é um primeiro passo de uma gama mais ampla de serviços em criptoativos no radar.

 

A MasterCard, por sua vez, lançou um comunicado no dia 10 de fevereiro no qual explicou as razões pelas quais está trabalhando para incorporar ativos digitais (criptoativos e CDBCs) à sua rede de pagamentos. Sem ser taxativa a respeito de quais criptoativos serão suportados, a operadora de pagamentos citou critérios relacionados à segurança e à privacidade como determinantes, dando indícios de que as stablecoins estariam mais aderentes aos mesmos. Independente de quais venham a ser os ativos suportados, trata-se de uma chancela importante para a tecnologia.

 

Em resumo, o mês foi profícuo em validações importantes para o segmento de cripto, tanto do ponto de vista da classe de ativos como das utilizações da tecnologia.

 

RAY DALIO MUDA O TOM A RESPEITO DO BITCOIN

 

Ray Dalio, fundador do maior hedge fund do mundo, a Bridgewater Associates, é um dos mais renomados investidores do nosso tempo e é tido, por muitos, como um verdadeiro guru das finanças. É, também, um notório cético em relação ao Bitcoin e aos criptoativos. Ou, pelo menos, era.

 

De alguns anos para cá, Ray Dalio vinha se posicionando publicamente contra o Bitcoin. Durante uma entrevista em setembro de 2017, por exemplo, o investidor afirmou categoricamente: “Bitcoin é uma bolha”. Diga-se de passagem, ele estava certo. Ao longo dos anos seguintes, outras tantas declarações sobre Bitcoin e criptoativos sempre tiveram um tom crítico. Em novembro de 2020, Dalio explicou, em uma série de tweets, os quatro problemas que ele via no Bitcoin: (i) é ruim como meio de transação por ser volátil demais para a maioria dos comerciantes, (ii) não é uma boa reserva de valor por conta da sua volatilidade e por não estar correlacionado aos preços dos bens e serviços, (iii) seu sucesso como alternativa às moedas fiduciárias levaria os governos a proibirem-no, e (iv) diferentemente do ouro, a possibilidade de Bancos Centrais e investidores institucionais utilizarem-no seria inimaginável. 

 

Dalio, porém, abriu essa postagem com um aviso interessante: “Eu posso não estar captando algo sobre o Bitcoin e adoraria ser corrigido”. Menos de um mês após essa postagem, ele amenizou ainda seu discurso, ao afirmar que o Bitcoin poderia ser uma alternativa para diversificar com ouro e outras reservas de valor.

 

Eis que, esse ano, em um longo e detalhado memorando, Ray Dalio apresentou sua sincera visão a respeito do Bitcoin e dos criptoativos em geral. Apesar de ele ainda levantar alguns pontos que considera frágeis a respeito do Bitcoin, como o fatos de outros criptoativos potencialmente minarem sua escassez ou de uma tecnologia nova poder superá-lo devido à sua natureza imutável, a visão geral apresentada no documento é bem mais positiva do que o passado poderia sugerir. Como, por exemplo, na parte em que ele afirma: “Parece-me que o Bitcoin conseguiu cruzar a linha de uma ideia altamente especulativa que poderia muito bem não estar por aí em breve para provavelmente estar por por aí e provavelmente ter algum valor no futuro”. 

 

Em outro trecho, Dalio tece elogios à criação do Bitcoin: “Ter inventado um novo tipo de dinheiro por meio de um sistema programado em um computador que funcionou por cerca de 10 anos e está rapidamente ganhando popularidade como um tipo de dinheiro e uma reserva de valor é uma realização incrível”.

 

Por mais que tenha suas ressalvas, a visão expressa de  Dalio soa como um endosso de primeira linha, especialmente quando consideramos a mudança ao longo dos anos. Em tempo, Ray Dalio foi confirmado como principal palestrante no Consensus, um dos maiores eventos de criptoativos do mundo, promovido pela CoinDesk, que será realizado em maio de 2021.

 

 DESTAQUES DA HASHDEX

 

 

HASHDEX LANÇA O PRIMEIRO ETF DE CRIPTOATIVOS DO MUNDO E É PAUTA EM MAIS DE 80 VEÍCULOS DE NOTÍCIA

A Hashdex lançou no dia 9 de fevereiro o primeiro ETF de criptoativos do mundo. O Hashdex Nasdaq Crypto Index ETF replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice desenvolvido em conjunto pela Nasdaq e pela Hashdex, que será negociado na Bermuda Stock Exchange (BSX). O NCI é composto por seis criptomoedas: Bitcoin, Ethereum, Stellar, Litecoin, Bitcoin Cash e Chainlink. O rebalanceamento é feito trimestralmente.

 

HASHDEX ALCANÇA R$1BI SOB GESTÃO

 

Hashdex alcançou a marca de  R$ 1,0 bi sob gestão no dia 03/02 e foi pauta da Forbes.  Gostaríamos de agradecer a todos os nossos cotistas e parceiros pela confiança.

 

HASHDEX NO STOCK PICKERS 

Nosso Sócio e Diretor de Distribuição, Stefano Sergole, foi o convidado do Coffee & Stocks de hoje. O tema central da conversa, recepcionada por Renato Santiago, foi a mudança de olhar do mercado financeiro tradicional com relação ao bitcoin. Se, antes, a cripto era vista com preconceito, hoje, é enxergada com, ao menos, curiosidade.

 

HASHDEX NO RELATÓRIO MELHORES FUNDOS DA EXAME

 

O Relatório Melhores Fundos, produzido pela Revista Exame teve como temática central os criptoativos. Escrito por Juliana Machado e Renato Mimica, o relatório traz os fundos da Hashdex como referência para a exposição à classe de ativos digitais

 

TEMA DO MÊS:

Transição do HDAI para o NCI

 

 A Hashdex foi fundada com a missão de fomentar as tecnologias de registro distribuído (das quais o exemplo mais famoso é Blockchain) e para fornecer a investidores, no Brasil e no mundo, acesso seguro e regulado à nova e promissora classe dos criptoativos. Nossa visão imediata  era a de prover ao mercado maneiras de obter uma exposição ampla e diversificada à tecnologia  blockchain como um todo, e não somente a uma ou outra moeda. Daí surgiu a necessidade de se criar o Hasdex Digital Assets Index (HDAI), um índice sólido e robusto que pudesse servir de referência para produtos de investimento passivo, atendendo às demandas dos mais exigentes investidores.

 

No início de fevereiro, houve um salto enorme em nossa missão de fomentar a tecnologia e democratizar o acesso de qualidade a investimentos em criptoativos. A Nasdaq, uma das mais importantes empresas do mercado financeiro global, lançou o Nasdaq Crypto Index (NCI), um índice co-desenvolvido com a Hashdex e que se inspirou enormemente no HDAI.

 

Assim como o HDAI, o NCI foi arquitetado com importantes princípios. O NCI é adaptável, ajustando sua quantidade de constituintes ao longo do tempo para representar o mercado como um todo à medida que o mesmo amadurece. O novo índice é representativo, cobrindo o mercado amplamente e selecionando ativos com base em suas significâncias relativas no mercado, sem uma quantidade pré-determinada de constituintes. Finalmente, o NCI é absolutamente replicável para fins de investimento regulado, possuindo regras de elegibilidade claras e estritas, que impõem suporte de corretoras e custodiantes de padrão institucional.

 

O lançamento do NCI é um marco importantíssimo para o ecossistema dos criptoativos. Na esteira de outros grandes atores do mercado, a Nasdaq torna-se mais um nome de peso a apostar na tecnologia. A nossa parceira possui ambições globais para o NCI, com a visão de transformar o índice na referência para investidores institucionais, em todo o mundo, que queiram acessar o mercado de criptoativos por meio de ETFs, derivativos listados, contratos de balcão, e outros produtos. 

 

Ao construir a parceria com a Nasdaq, nós identificamos uma grande oportunidade de aprimoramento de nossos fundos de investimento. Com um índice independente de nossa gestora, estamos elevando consideravelmente a governança em nossos produtos. Com a utilização de índices administrados por terceiros, a Hashdex passa a atender exigências ainda mais elevadas de reguladores em todo o mundo, o que em última instância ampliará a exposição simples, segura e regulada a muitos outros investidores.

 

Apesar de nossa dedicação na construção do índice original, não há como negar a diferença positiva que um provedor do calibre da Nasdaq pode fazer para o índice no futuro. A empresa americana possui décadas de track record no mercado de tecnologia e na construção e manutenção de benchmarks financeiros inovadores, como  Nasdaq-100, que é um dos maiores e mais importantes indicadores do mercado de capitais mundial.

 

A Nasdaq já possui métodos e práticas de governança aceitas pelos atores do mercado financeiro global, dando instantaneamente ao seu índice de criptoativos um outro nível de aceitação. Com a expertise e a reputação que a empresa americana traz para o mercado de criptoativos, projetamos um futuro ainda mais brilhante para os produtos da Hashdex, que de certa forma deram origem ao NCI, e que em muito ganharão com o seu lançamento.

 

Em seu início, o NCI possui menos ativos que o HDAI. Apesar de os índices compartilharem princípios básicos, a Nasdaq aplica uma exigência maior na quantidade de corretoras e custodiantes para melhor atender aos seus padrões de descoberta de preços e de replicabilidade por investidores institucionais. À primeira vista, a redução pode ser interpretada como uma perda do poder de diversificação do indicador. Apesar de reconhecermos esse efeito, nossa leitura é de que os benefícios da mudança em muito superam a perda, principalmente no médio e longo prazos. No momento, os ativos que faziam parte do HDAI mas não fazem parte do NCI ainda possuem representatividade bem baixa, fazendo com que, no curto prazo, o efeito prático da redução seja pequeno. A crença é que a existência de um índice com o respaldo da Nasdaq empurre consideravelmente corretoras, custodiantes e desenvolvedores de protocolos a expandirem o tão importante suporte institucional aos criptoativos. Assim, no longo prazo, mais ativos e mais teses estarão disponíveis aos investidores, sem prejuízo de segurança, governança e robustez.

Nessa ocasião de mudança do HDAI para o NCI, estamos mudando, também, os nomes de nossos três fundos de índice. De saída estão os nomes inspirados nas missões espaciais americanas (Discovery, Explorer e Voyager) e a partir de agora os nomes farão referência pura e simples ao nível de exposição de cada fundo ao indicador.

 

Hashdex Criptoativos Discovery FIC FIM → Hashdex 20 Nasdaq Crypto Index FIC FIM

Hashdex Criptoativos Explorer FIC FIM → Hashdex 40 Nasdaq Crypto Index FIC FIM

Hashdex Criptoativos Voyager FIM IE → Hashdex 100 Nasdaq Crypto Index FIM IE

 

As alterações deixarão as características de cada fundo ainda mais claras para os investidores, facilitando a avaliação das diferentes opções de investimentos.

 

O lançamento do NCI no dia 9 de fevereiro foi um evento muito marcante para a Hashdex. Temos origem e raízes orgulhosas no Brasil . Nunca fugimos, porém, de nosso enorme sonho de construir um player global. Almejamos uma empresa que sirva a todos os investidores do mundo a partir do Brasil, trabalhando com as instituições mais respeitadas do mercado. A parceria com a Nasdaq é um enorme passo na direção desse objetivo.